O que a gente mais quer dos outros é o que menos temos para dar a nós mesmos. Temos dificuldade de entender que somente nós podemos nos dar aquilo que mais queremos. Mas, o que tem de novo aqui? Trivial. Óbvio. Quem não sabe? Dã!!! Nem tanto. Lê-se muito. Aprende-se pouco. Fala-se demais. Medita-se infinitamente menos. Esperamos o milagre de fora. Aprendemos a esperar um salvador. Seja ele deste ou de outro mundo. Não custa insistir no entanto. Quem tem ouvidos que ouça. Se você busca amor, ame-se; respeito, respeite-se. Se você quer ser visto, olhe-se. Se você quer atenção, preste atenção em você e veja o que você pode se dar. Vou chover no molhado: quanto mais necessitamos, mais nos associamos a pessoas que não sabem dar. Pode não parecer óbvio, mas elas estão ali para cumprir um papel importante: nos mostrar exatamente o que precisamos encontrar, ajustar, perceber, fazer aflorar em nós mesmos. É o outro que nos permite a acuidade. O perceber verdadeiro de onde estamos neste momento de nossa vida. Você quer ensinar? Aprenda primeiro. Seja autodidata. Aprenda sozinho. Para você. Por você. Você chama isso de egoísmo? Mas, querer mudar o mundo dos outros para você caber nele, é o quê? Se você quer, não peça. Doe-se. Você tem ciúme, inveja, pena de você. Você se sente injustiçado? Faça justiça a você mesmo. Absolva-se. “Des culpe-se”. Afinal, sua dívida ( se alguma) é de você para com você mesmo. Você é imediatista, ansioso, quer tudo para ontem, mas não percebe que passou a vida querendo mudar o mundo lá fora. Você não cabe em si mesmo. Você quer que o outro tenha olhos pra você, mesmo e quando você não se vê com bons olhos. Eu sei o que você está dizendo: Tudo bem, tudo bonitinho, muito filosófico, e daí? Eu quero saber como eu faço na prática. Eu lhe digo: primeiramente, leia novamente este texto. Medite sobre ele. Gaste um tempo pensando. Você não vai a lugar algum. Se você for religioso, lembre do que Jesus dizia: “ O caminho do pai é o caminho de volta.” Nós já estamos onde queremos ir. Só nos falta compreender isso. Vivemos uns com os outros não para esperar que o outro nos faça feliz, nos valorize. Mas, para que sua presença e atitude nos mostre onde nós não estamos sendo justos com nós mesmos. Quando você queima um dedo, por exemplo, você não fica furioso com os ostros. Você imediatamente percebe que deve ser mais cuidadoso com o que faz. Que deve cuidar melhor de si mesmo. Observe. Critique e critique-se menos. Tudo está no seu lugar. E se você quiser mudar a paisagem, mude o ponto de vista. Veja-se de um outro ângulo. Faça diferente. Acredite, não há milagres vindo de fora. Amar-se não é uma questão filosófica de retórica. É respeitar nossa verdade intrínseca. Somos filhos do universo. O que é verdade para ele é verdade para nós. Não há o que temer. O que mudar. Precisamos apenas compreender. Aprender para dentro. Perdoe-se e perdoe o outros. Quando você se encontrar, o mundo que você conhece e não gosta mudará. Ou desaparecerá sem que você precise fazer o menor esforço.
segunda-feira, 5 de abril de 2021
terça-feira, 30 de março de 2021
ATÉ QUANDO VOCÊ VAI AGUENTAR?
Na maioria das situações, é melhor para você dar vasão aos sentimentos
negativos do que mantê-los aprisionados dentro de você. Tristeza, raiva,
angústia, frustrações em geral são sensações que podem comprometer sua saúde
física, mental e emocional. Desabafar ajuda a manter o equilíbrio. Há sempre a
chance de se ter um bom amigo disposto a ouvir e oferecer um ombro. Mas, quando
isso não é possível ou suficiente é razoável apelar-se, também, para um
profissional.
O problema maior, no entanto, é quando, apesar
das muitas tentativas, não conseguimos falar daquilo que realmente
nos incomoda; de nossas verdadeiras mazelas interiores. Reconhecer nossos
medos, desapontamentos, culpas, vergonha etc., às vezes, se torna tão difícil,
que chegamos a não ter coragem de ouvir nossos próprios pensamentos.
É
difícil aceitar, realmente, que todos somos imperfeitos quando
parecemos ser os únicos a cometer erros e o alvo preferido de toda
gente. Em certas ocasiões, não ter com quem desabafar nem se configura
nosso maior problema. O mais difícil é manter um dialogo interior aberto,
verdadeiro com nós mesmos, quando sufocados por sentimentos de culpa e
vergonha.
A culpa, de certa forma, é menos maléfica que a vergonha. Pois, nos faz refletir, pedir desculpas a quem ofendemos ou magoamos e nos ajuda
a mudar nossas atitudes. Nos faz mais responsáveis com os outros.
A vergonha,
no entanto, nos mantém atrelados ao medo da rejeição, ao sentimento de menos
valia. A vergonha nos leva a negação de nossas imperfeições. Nos faz
pensar que não seremos amados por causa de nossos defeitos. Que, por algum
motivo, nascemos maus, perversos, indignos, diferente dos demais e teremos de
carregar nossa cruz, de estranhos no ninho, sozinhos.
Quando você tem
culpa você busca compensar seus erros com desculpas e novas atitudes. Quando
você tem vergonha, você mente, não admite, transfere a responsabilidade do erro
que você cometeu para outros. Você não aceita que errou e que, muito menos,
alguém se atreva a dizer-lhe isso. Você não tem humildade suficiente e coragem
para reconhecer que errou e que você é como qualquer outro ser humano: imperfeito.
Se conversar com outra pessoa sobre você é difícil, converse
consigo mesmo primeiro. Seja vulnerável; humilde de verdade. Não se sinta
menos, menor. As pessoas amam as pessoas vulneráveis, os “pobres de espirito”,
os réus confessos. Perdoe-se. Admita seus erros e fraquezas. Você é um simples
ser humano - como todos nós - nada menos.
quinta-feira, 25 de março de 2021
AUTOBIOGRAFIA EM 5 CAPÍTULOS CURTOS
By
Portia Nelson /
Tradução
por minha conta e risco
I
Eu
desço a rua
Há
um enorme buraco na calçada
Eu caio
dentro dele
Estou
perdido…me sinto desamparado
Não
é culpa minha
Levo
uma eternidade para achar a saída
II
Eu
desço a mesma rua
Há
um enorme buraco na calçada
Eu
finjo não o ver
Eu
caio de novo
Não
consigo acreditar que estou no mesmo lugar... mas, não é minha culpa.
Mesmo
assim ainda levo muito tempo para sair dele.
III
Desço
a mesma rua
Há
um enorme buraco na calçada
Eu
o vejo ali
Novamente
eu caio. É um hábito, meu olhos estão abertos.
Eu
sei onde estou
É
culpa minha.
Eu
saio imediatamente
IV
Eu
desço a mesma rua
Há
um enorme buraco na calçada.
Eu
desvio dele.
V
Eu
vou por outra rua.
#########
Aceitar
o novo é sempre um desafio assustador. Muitas vezes, preferimos o ruim
conhecido, à possibilidade de uma nova vivência. Simplesmente, temermos o
inusitado. A segurança de um presente triste e enfadonho parece-nos, às vezes, menos
ameaçador que o mais promissor dos futuros. Morremos de medo de correr riscos,
mesmo que o pior dos efeitos colaterais ainda possa ser muito melhor que o
momento vivido. Desconfiamos de tudo que traga o rótulo de inédito, e, mesmo
assim, fingimos sonhar com dias melhores. Lutamos para mudar nosso futuro. Mas,
no fundo, queremos estar seguros de que tudo continuará como sempre foi - ruim,
mas sem sobressaltos. Caímos tantas vezes no mesmo buraco que nos tornamos especialistas
em cair e levantar; como se todos os caminhos tivessem, necessariamente, que
acabar no vazio. Quem nos ensinou que ser feliz é ruim, que afasta os amores?
Quem nos convenceu que a esperança sozinha pode preencher nossos espaços mais
profundos? Em algum momento, tentaram nos convencer que a felicidade é o tédio travestido
de possibilidades remotas. Coitados, mal sabem eles que a felicidade é vívida de possibilidades e desdobramentos
singulares e que alicia mais amores que a falsa e obscura segurança dos caminhos em assombro. Estamos
tão acostumados à luta, que quando não percebemos
o inimigo, entramos em colapso. Estar bem é, às vezes, um ato de estrema coragem
e desafia profundamente a alma inquieta. É preciso compreender, no entanto, que
não podemos passar a vida procurando a felicidade. Na verdade, todo dia nos topamos com a ela, em todo lugar. No sorriso de uma criança, numa flor do campo, no canto de um pássaro, no abraço amigo. Só que, raramente, a percebemos aí. Não a reconhecemos, pois não temos um padrão interior para compará-la. Esperamos um susto. Um êxtase. Não um momento singular, pleno em si mesmo. Todo dia a vida se renova. Não pode haver maior fecilicidade.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
FELICIDADE, UM BICHO DE SETE CABEÇAS?
Li, certa vez, em uma revista, um artigo
escrito por um pastor que contava sobre um mendigo que costumava visitá-lo em
sua igreja, e que gostava de discutir sobre o que ele, o mendigo, costumava
chamar de temas filosóficos. Pedia ao pastor uma xícara com água quente, pois
sempre trazia consigo seu próprio sache e, depois, deslanchava suas filosofias. Uma vez o tema proposto pelo mendigo era a felicidade:
O que é felicidade? Perguntou ele ao pastor,
direto e sem rodeios. O pastor organizou por alguns segundos seus
pensamentos e disse: para muitas pessoas felicidade significa ter o suficiente
para comer, um lugar aquecido para dormir, boa saúde e dinheiro suficiente para
as necessidades básicas da vida... Quando o pastor ia começar a falar sobre
questões espirituais, o mendigo
interrompeu-o e disse: Por que é, então, que as pessoas desejam muito
mais do que isso? Por que elas não são felizes apesar de suas casas luxuosas,
carros, viagens, dinheiro no banco, férias em lugares diferentes todo o
ano? Essas são necessidades básicas da
vida? Em seguida o mendigo acrescentou: Eu, pessoalmente, sou muito feliz, embora
não tenha nada e nunca tenha procurado a felicidade. Eu não gostaria de ser
rico, ou de ter mais dinheiro, frisou ele. Eu nem mesmo gostaria de ter um
lugar para dormir hoje à noite. Eu serei feliz enquanto eu puder caminhar e
respirar, enquanto eu for livre. Contou o pastor que esse fato o fez lembrar de
um quadro que uma vez ele havia visto: era um quadro de um homem sentado em um
banco de praça com uma borboleta pousada em seu ombro. Na base do quadro estava
a seguinte inscrição: A felicidade é como a borboleta, se você tentar pegá-la,
ela irá fugir. Mas, se você não prestar atenção a ela, e seguir enfrente com
sua vida, talvez ela pouse em seu ombro.
Muitas vezes, não nos damos o direito de ser feliz e culpamos as
circunstâncias da vida, as dificuldades econômicas, os fenômenos
meteorológicos, as catástrofes, desastres, acidentes, estresse e tantas outras
coisas encontradas em nosso dia-a-dia. Seriam essas coisas, por si só, fatores
definitivos para que não sejamos felizes de forma alguma? Há um aspecto de suma importância na construção de nossa felicidade: a união
perfeita da criança que fomos e que permanece viva em nós com o adulto que
somos. Se essa associação for positiva,
se esses dois aspectos de nossas vidas estiverem conectados, teremos, então, a
sensação de paz e equilíbrio. Quando isso não acontece sentimos medo e
insegurança, não estamos inteiros, nos sentimos conflitados e experimentamos a
solidão e a tristeza. Mas, será que quem teve uma infância infeliz, estaria
definitivamente condenado a infelicidade? Absolutamente, o desafio do adulto é
compreender a necessidade dessa união e sarar a criança que há dentro de si. A
criança é a emoção, o adulto a razão. A criança carrega consigo o peso das
crenças erradas que lhes foram imputadas pelos pais, o meio, a escola e ajudaram
a transformá-la, mais tarde, em um adulto infeliz. Crenças como: não responda a
um adulto. Seja bonzinho. Não discuta. Não argumente. Nunca diga não. Seja
obediente. Não fale das suas coisas interiores. Não confie em ninguém. Você não
sabe o que é melhor para você. Seja forte. Não chore. E quando nos tornamos adultos,
inconscientemente, repetimos esses erros e dizemos: Não tenho nenhum valor,
tudo que eu faço é errado. Como posso ser feliz se tem tanta gente infeliz.
Isso seria egoísmo. Não tenho esse direito. Tenho que ser bonzinho e obedecer
sempre. Não tenho direito de reivindicar nada. Não sei lidar com a dor, a
rejeição, a solidão. Os outros não me deixam ser feliz - Descobrir o nosso valor
e resgatar nossa autoestima são condições indispensáveis para uma mente
saudável. Quando sentimos que temos valor, aprendemos a dar importância a nossa
vida e a cuidar da nossa felicidade. Talvez o mendigo da história acima, apesar
de sua condição de miserabilidade, nos dê um testemunho claro de que nossa
dificuldade em ser feliz, está muito mais ligada à criança perdida dentro de nós, do que com o fato de termos de enfrentar alguns transtornos inevitáveis que a vida nos
impõe. Não se dar o direito de ser feliz está ligado, também, a crença de que
somos seres de segunda classe, conceitos muitas vezes incutidos em nossas
mentes de criança pela religião, que nos relegou o papel de reles pecadores e
nos fez bater no peito proclamando nossa culpa (mea culpa) por algo que nem
sequer compreendíamos e continuamos a não compreender. As coisas que nos trazem
mais prazer estiveram, de certa forma, sempre relacionadas ao pecado. O vazio e
a solidão deixados em nossa infância tendem a nos tornar adultos compulsivos, a
nos jogar no vício, na busca desesperada para preencher esse vazio. E, mesmo
quando reconhecemos nossas mazelas, ajudados pelo conhecimento intelectual
adquirido, nem sempre conseguimos curá-las e continuamos a sabotar nossos
próprios desejos de forma muitas vezes inconsciente. A luta para conquistar coisas e o prazer que
tiramos disso, se dá pelo fato de que estas conquistas, na verdade, são
conquistas internas. São mais o resultado de verdadeiras batalhas que travamos
dentro de nós mesmos em busca da cura psicológica, do que por feitos externos. O
medo de ser feliz tende a ser bem mais forte que o desejo de sê-lo. A cura é
sempre um processo lento, que, muitas vezes, não alcançamos sozinhos. Por isso enfiamos a cara no trabalho e temos
cada vez menos tempo para nós. É uma forma de não termos de ver quem realmente
somos e de não reconhecermos essa criança assustada dentro de nós. Não existem formulas mágicas para curar essas
feridas. Mas, é preciso reconhecer nossa condição humana, de seres que caminham sem ter, no entanto, muita certeza de onde estão pisando. Valorizar a criança interior
é o grande início para se colher dias melhores. Descobrir onde, como e porque
nossas pequenas asas foram cortadas, ajuda a nos tornarmos inteiros
novamente. A felicidade não se esconde
em algum lugar do futuro entre bens de consumo de toda ordem. O mais das vezes, para encontrá-la, só precisamos adotar novamente aquela criança que ficou
perdida lá no passado e ela mesma se encarregará de nos mostrar o caminho.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Armadilhas Cognitivas
Aeron Beck, o psiquiatra criador da Terapia
Cognitivo-Comportamental, estabeleceu os fundamentos para as seguintes
distorções cognitivas que podem nos levar a depressão, isolamento e a ansiedade,
se vivenciadas com frequência.
1. Generalização –
Você tem duas ou três experiências negativas e acha que no futuro tudo será da
mesma forma e fará, ironicamente, que sua profecia se concretize.
2. Deveria ter feito isso...deveria
ter feito aquilo - Você pensa constantemente: “se eu tivesse agido assim, nada disso teria
acontecido...” Liberte-se disso. As coisas acontecem por que tem de acontecer.
Por razões que nós nem sempre entendemos.
3. Negativismo – Se alguém
diz alguma coisa que você acha não ser positivo, você já acha que tudo de
negativo vai se seguir a isso. E você se bloqueia e se afunda num espiral de
negatividade. Você continua remoendo o assunto e não consegue mais fugir dele.
Você passa ser escravo de seus próprios pensamentos.
4. Leitura Mental – Você
acredita muito em seus pensamentos. O que, normalmente, faz com que você
acredite que sabe o que os outros estão pensando. Em estudos recentes foi
descoberto que mesmo os terapeutas conseguem adivinhar apenas 50% do que os
seus pacientes estão verdadeiramente pensando.
5. Criar tragédias – Quando
você dá dimensões exageradas aos acontecimentos você cria uma teia de
preocupações, fantasiando com relação à forma como todas as coisa podem dar errado.
6.
Autopunição – Culpar-se pelo fato das coisas terem dado errado perpetua
a baixa autoestima e trás um ciclo vicioso de mais e mais preocupações. Aceitar
suas responsabilidades por erros cometidos, enquanto você pensa em alternativas
melhores para o futuro, é a melhor coisa a ser feita. Não é saudável acreditar
que todas as coisas ruins acontecem por sua causa e para você. A maior parte
das coisas que acontecem têm mais de uma causa. Sua contribuição talvez seja a menor e a menos importante delas.
7. Avaliação Errada –
Você avalia erroneamente ou interpreta mal uma situação. E depois pensa que
você é um fracasso, quando tudo que você fez foi cometer um erro e nada mais.
8. Transformando o
positivo em negativo – Você sempre acha motivo para desconfiar dos outros, até
mesmo dos amigos, e tem a tendência a dispensar cumprimentos sinceros. Esta forma
de pensar arruína o que existe de positivo e enfraquece a amizade e a
intimidade.
9. Pensamentos como
coisas reais - Você acredita que seus pensamentos são reais, quando na verdade
são só pensamentos. Aprenda a liberá-los. Em especial aqueles que não são
objetivamente verdadeiros. Não fazer isso pode levar a conflitos, especialmente
quando você pega uma coisa que só existe na sua cabeça e a transforma em
verdade.
10. Emoção
descontrolada – Você acha que sente alguma coisa. Então, essa coisa deve ser
verdade. Por exemplo, você se sente ansioso e conclui com certeza que alguma
coisa terrível vai acontecer.
11. Subestimar /
Superestimar – Você tende a diminuir a
importância das coisas ou faz tempestade em copo d´água. Dar a dimensão exata
do problema é chave da questão. Embora, nem sempre seja fácil.
Preste atenção no
número de vezes por dia que você cria essas distorções. Uma vez ciente disso,
você deve fazer um esforço consciente para reduzir essa frequência.
Conscientizar-se do problema é o primeiro passo no processo de mudança. A Terapia
Cognitiva-Comportamental pode ajudá-lo a identificar e lidar com seus processos
mentais para que você tenha uma forma mais saudável de ver a vida.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Psicodinâmica do Diabetes
(Segundo Rüdiger Dahlke em seus livros –
"A Doença como Caminho" e a "A Doença como Símbolo")
Plano corporal: Pâncreas
(análise agressiva, digestão dos açúcares).
Pâncreas: Pertence ao sistema
digestório, é uma glândula mista com duas funções importantes, em que sua parte
exócrina produz os sucos digestivos vitais cuja atividade revela sua natureza
obviamente agressiva. A parte endócrina contém os grupos de células
conhecidas como placas celulares que produzem a insulina cuja redução leva ao
diabetes (doença do açúcar).
O termo diabetes vem do grego e significa
“arremessar através de” ou “atravessar”. O diabético não pode (devido à
falta de insulina) assimilar o açúcar contido nos alimentos, ocasionando que
escoa e seja eliminado através da urina.
Substituindo a palavra açúcar pala palavra
amor chegamos ao nível do problema do diabético. Alimentos doces são um
mero substituto para outros desejos doces, que tornam a vida uma doçura.
O desejo de comer doces e a incapacidade de assimilar o açúcar introduzindo-o
nas próprias células delata o inconfessado desejo da realização amorosa.
O diabético tem que viver com “alimentos
substitutivos” especiais, viver com substitutos dos próprios desejos, levando a
um excesso de acidez em todo o corpo, que pode chegar ao ponto de o paciente
entrar em coma.
Os ácidos são elementos de agressão.
Então, estamos diante de polaridades entre amor e agressividade, entre o açúcar
e o ácido. Os que não têm amor se tornam azedos – o que não têm tolerância
acabam logo por tornar-se intoleráveis.
As únicas pessoas que aceitam o amor são
aquelas que também são capazes de dá-lo; os diabéticos desejam amor, mas não se
atrevem a procurá-lo ativamente. Continuam ansiando e desejando por ele,
como não conseguem obtê-lo, já que não aprenderam a dar amor, este passa por
elas sem deixar sinal, e têm que expelir o açúcar que não assimilaram.
Mas não é por isso que devem tornar-se azedos.
Plano sintomático: diarreia
do amor, medo do amor, desejo de saborear coisas doces (amor) e a doce vida,
numa concomitante incapacidade de aceitar e deixar entrar o amor completamente;
não acolher o doce da vida, ou seja, não poder admiti-lo no mais íntimo (das
células); não poder se envolver no amor; desejo não reconhecido de satisfação
pelo amor; tornar-se azedo devido a incapacidade de amar; não ter aprendido a
dar amor; não se atrever a atacar ativamente o domínio do amor.
Tratamento: reconhecer
o medo e a estreiteza com relação aos assuntos amorosos; reconhecer a
incapacidade de admitir o amor em sua esfera mais íntima (açúcar nas células);
aprender a evitar os planos não redimidos da vida, ou seja, a fechar-se para
eles; no pólo oposto, abrir-se para o amor nas perspectivas anímicas e
espiritual.
Remissão: encontrar
o meio termo entre aceitar e renunciar; reconhecer e viver, o dar e o receber,
como os dois lados do amor e da realidade.
Segundo Louise L. Hay, o Diabetes é
interpretada como “desejar por aquilo que poderia ter sido; grande necessidade
de controle; mágoa profunda; nada ficou doce.”
O primeiro passo para os portadores de
diabetes é se conscientizar da doença e suas causas.
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Até que a Inveja os Separe
Certamente você já passou por isso. Se
não, ainda pode passar: você confia em alguém e acha que essa pessoa na qual
você confia está acima de qualquer suspeita. E você abre sua alma. Por um bom tempo,
vocês são uma dupla incrível e chegam ao ponto de dizer que essa amizade é para
sempre.
Mas, um dia você cria asas, busca outros mundos, trabalho, convívio
com outras pessoas, novas amizades. Começa a “se dar bem na vida” e, de repente,
seu melhor “amigo” começa parecer hostil. Já não é mais aquela pessoa amável e
companheira. Você o percebe distante, arredio. E, sem mais nem por que, seu
amigo vira inimigo.
Você não fez nada, mas seu amigo começa a dizer coisas a seu
respeito que você não entende. Difama você. E faz o pior que um “amigo” pode
fazer: torna público seus segredos. Você continua sem entender e sofre por isso. Então acorde. Você está sendo vítima de uma das mais ignóbeis, mesquinhas e cruéis
qualidades humanas; a inveja.
Quando alguém vivencia a inveja presume que
outro alguém ou alguma outra coisa está recebendo de você a atenção e o amor
que pertenciam a ele/ela por direito. Quando a inveja se pronuncia, uma reação
de raiva e ressentimento, e um comportamento ofensivo e agressivo por parte de quem
acalenta esse sentimento, se manifesta, gratuitamente, contra a pessoa invejada. Essa
pessoa pode querer magoar a outra no intuito de controlá-la, por não aceitar o
fim de uma ligação cujo rompimento, em sua visão, esteja prestes a acontecer.
A
pessoa invejosa sente ciúmes de algo, de uma qualidade ou atributo que você possui
e que, talvez, se ela possuísse tal coisa ou tal atributo, encontraria a
felicidade e alegria desejadas. A inveja é um estado emocional onde a pessoa
quer alguma coisa que você tem e que a levaria a ser admirada pelos outros, tanto
quanto você o é. É um estado emocional onde a pessoa se experimenta carente de
alguma coisa que ela acha que iria levá-la a ser admirada tanto quanto ela
secretamente admira você. Essa sensação de menos-valia e inadequação sobre si
mesma a motiva a se proteger, agredindo e diminuindo a importância da pessoa
invejada.
As coisas que ela criticará com mais afinco serão as coisas que as
outras pessoas admiram em você. Seu amigo tão querido, em um determinado
momento, só tem, agora, um pensamento
obsessivo: “Quem você pensa que é para tentar ser alguma coisa na vida sem
minha autorização? Como ousas prescindir de mim? Sem mim tu não és ninguém. Eu
não te autorizo a caminhar sozinho.” E, em sua cegueira psicológica, te vê como
uma ameaça. Os elogios e reconhecimento dos outros ao teu sucesso ou possível
sucesso soa aos seus ouvidos adoecidos,
como uma ofensa e diminuição de seu próprio valor; e, porisso, só lhe resta retalhar,
agredir.
Portanto, não se sinta culpado nem fique se perguntando onde você
errou. A inveja é um sentimento corrompido que não se rende à lógica. Causa
cegueira psíquica em quem a acalenta. Siga sua vida com tranquilidade e aprenda
com a experiência. E saiba que sentimentos são sempre projeções de nosso interior
que podem ser boas ou nem tanto. Mas, você nem sempre está preparado para
entender isso.
As pessoas que acalentam inveja não conseguem se valorizar por
terem, no mais das vezes, experimentado abandono e desproteção na infância. E
quando virem que você é amado, naturalmente respeitado ou protegido;
sentir-se-ão extremamente ofendidas e desvalorizadas e você será a bola da vez de
suas mazelas recalcadas na inconsciência.
Não se responsabilize pelos problemas alheios,
a menos que você seja um profissional da mente. E se, por acaso, você se descobrir uma pessoa invejosa, reconheça e procure ajuda. E lembre-se: a vida costuma maltratar quem não se trata bem.
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